Molho de Tomate Bonare Tradicional – Sachê 300g
Vou ser direto: isso aqui cumpre tabela. Nada além disso.
O Bonare Tradicional é aquele molho que não te ofende, mas também não te respeita muito. A cor é correta, o cheiro é neutro, o sabor é genérico. Dá pra sentir que ele tenta parecer “caseiro”, mas para no meio do caminho, como quem tempera com medo de errar. Falta tomate de verdade, sobra aquela sensação de produto pensado pra não desagradar ninguém — e, por consequência, não agradar de verdade.
A acidez existe, mas é controlada. Não é o molho mais ácido da prateleira, longe disso, mas também não é totalmente neutro. Provando puro, ela aparece um pouco; cozinhando, dá pra domar fácil. O problema é que, do jeito que sai do sachê, ele some no prato. Em macarrão simples até passa, mas em pizza, lasanha ou qualquer coisa que exija personalidade, ele desaparece.
E aqui entra um ponto importante: eu não usei esse molho puro. Como comprei vários, já fui direto no modo “conserto”. Refoguei alho, cebola, acrescentei outros temperos, dei tempo de panela. Aí… foi. Não virou um grande molho, mas deixou de ser apagado e passou a funcionar de verdade. Ele responde quando você interfere — sozinho, não se sustenta.
O rótulo explica bem esse comportamento. Os ingredientes são: tomate, amido modificado, sal, cebola, salsa, alho e orégano. Não é uma lista absurda, mas o amido denuncia a proposta: dar corpo rápido e padronizar sabor. Resultado? Textura ok, personalidade baixa. Os temperos estão ali mais como figurantes do que protagonistas.
O sachê de 300g é prático, isso é inegável. Evita desperdício, resolve refeição rápida e o preço costuma ser honesto. Você paga exatamente pelo que recebe: um molho funcional.
Resumo sincero:
Não é ruim.
Não é bom.
É um molho de base.
Se você gosta minimamente de cozinhar, vai ter que “salvar” o Bonare na panela. Se a ideia é só matar a fome sem expectativa nenhuma, ele faz o serviço e sai de cena sem deixar lembrança.